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Metaverso e games

Metaverso

O termo “metaverso” tem se popularizado cada vez mais. Nos últimos anos, houve um boom no segmento e se tornou quase impossível não ter ouvido falar nesse “negócio”. Mas, afinal, o que é metaverso? E como ele se relaciona com os games? Confira abaixo.

De onde veio o termo?

O termo surgiu no livro de ficção científica “Snow Crash” (1992), escrito por Neal Stephenson, em que os personagens utilizam avatares para entrar em um universo online de modo a fugir de sua realidade horrível.

O que é metaverso?

Como no livro, metaverso é uma realidade virtual interativa com foco na conexão social, sendo uma rede de mundos virtuais. Os usuários criam avatares para viver nesse “lugar”, que é uma extensão da nossa vida atual.  

Segundo o criador do PK XD, Charles Barros, em entrevista ao Techtudo, o metaverso nada mais é que um “universo online onde as pessoas podem se encontrar, socializar, resolver problemas, etc.”.

Davi Rocha, professor de Publicidade e Propaganda da Universidade de Fortaleza (Unifor) explica que o metaverso consiste em qualquer espaço virtual que permite a criação e a exploração de conteúdos criados por outras pessoas só existentes dentro daquele espaço. Segundo ele, é possível criar jogos e experiências ali dentro, de maneira interativa, e que existirão apenas naquele espaço, porém, de maneira persistente. Ou seja, você conecta e desconecta, mas ele continua dentro do meio digital

Games como precursores do metaverso

Você deve estar se perguntando onde entram os games nessa história toda. Bem, é que essa ideia de expandir as interações sócias para um espaço virtual não é novidade para os gamers. Afinal, sempre tivemos contato com jogos como Second Life e Habbo, onde os usuários entram em um universo online e passam a viver em uma realidade paralela.

Na comunidade, existe até um debate se Second Life pode ser chamado de jogo mesmo, já que não há um objetivo a ser cumprido. Os usuários apenas têm que criar uma vida digital do jeito que quiserem.

Igualmente, outro exemplo de jogo em que o usuário tinha que criar uma vida virtual é o finado Club Penguin, que continha uma série de jogos e atividades online. Os jogadores controlavam pinguins.

Também podem ser considerados metaversos jogos como Fortnite e Roblox, que oferecem uma varidade de experiências, desde jogos a entretenimento ao vivo.

Eventualmente, é comum acontecerem shows nessas plataformas, como os da cantora americana Ariana Grande e do rapper brasileiro Emicida, ou desfiles de grandes marcas de roupas, como Nike e Louis Vitton.

Marcas dentro dos games

Frequentemente, as marcas vão para dentro dos games. Por exemplo, a Nike tem até um mundo dentro do roblox, permitindo que o susuários se conectem, criem e compartilhem suas experiências. “A Nike criou este mundo sob medida com o pano de fundo de sua sede mundial e dentro do espaço 3D da Roblox, com base em seu objetivo de transformar o esporte e a diversão em um estilo de vida”, diz o comunicado da empresa lançado no ano passado para marcar a inauguração de seu espaço virtual.

Contudo, o Roblox também está se mudando para vida real. Algumas marcas começaram a trazer ativações da plataforma para a realidade. Citando a Nike novamente: a empresa recriou a Nikeland – seu mundo dentro do game – em sua loja principal em Nova York.

Seja como for, só nos resta aguarda para ver como será o futuro.

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